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A água de chuva mancha o vaso sanitário?

É muito comum nos depararmos com esta pergunta quando o assunto é o uso da água de chuva em vasos sanitários. Este é um tema polêmico e que faz muita gente desistir de usar a água de chuva para este fim. Costumamos dizer que este problema pode sim acontecer se o projeto não for bem dimensionado e não estiver utilizando todos os equipamentos que devem compor o sistema de aproveitamento da água de chuva.

As manchas que ocorrem, geralmente, são provenientes do material orgânico depositado no reservatório que sem os equipamentos corretos, ficam constantemente em suspensão e acabam sendo sugados para dentro do sistema de aproveitamento da água de chuva e, inevitavelmente, se depositam nos vasos sanitários.
Geralmente, para projetos residenciais, calculamos um volume de reservatório com capacidade para suprir a demanda de uso por até 20 dias, para isso, deve-se levar em consideração o regime de chuvas da região. Dimensionar um reservatório onde a renovação da água seja constante, contribui muito para a permanente qualidade da água ali armazenada. Quanto menos tempo essa água fica reservada, menores as possibilidades de desenvolvimento de algas, bactérias e outros microrganismos. No entanto, dimensionar o reservatório corretamente não é certeza da qualidade da água visto que, este deve estar sempre ao abrigo da luz e do calor. Logo, a locação deste reservatório é uma variável importante para o sucesso do sistema.

Filtro VF1A norma ABNT 15.527/2007 é bastante clara quanto às exigências para o armazenamento da água de chuva. Há necessidade de um “Filtro separador de sólidos” antes do reservatório, para que os sólidos maiores sejam retidos e descartados para a galeria pluvial. A água deve entrar no reservatório sempre por um equipamento (freio d’água) que evite que os sedimentos decantados no fundo revolvam-se ficando em suspensão toda a vez que a água entra no reservatório. A captação de água do reservatório, para a distribuição, deve ser feita sempre entre 10 cm a 15 cm abaixo da lâmina d’água, para que haja a garantia de que a água que entra no sistema será sempre a mais limpa disponível dentro do reservatório, nunca do fundo, onde há material decantado e nem da lâmina d’água, onde pode haver material em suspensão. Por fim, a cisterna deve estar protegida de agentes externos provenientes da galeria pluvial – onde seu extravasor está conectado. Para tanto, se faz necessário o uso de um sifão ladrão que evite a entrada de insetos, odores e roedores provenientes da rede pública de drenagem.
Seguindo esses passos você garantirá que a água que vai para o vaso sanitário tenha a máxima qualidade possível, muitas vezes sem a necessidade de tratamento químico, o que pode deixar seu sistema ainda mais sustentável, evitando assim, além de outros problemas, as eventuais manchas nos vasos sanitários.

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